13 de março de 2014

Confissões de meio seculo inteiro

Tenho desde setembro de 2007 esse blog. Com o advento das redes sociais abandonei ele praticamente. Mas continuo regando essa seca de criatividade em meio ao mundo urbano.
Prometo não não deixar apagar essa chama que meus neurônios amam.

7 de agosto de 2013

PESQUISA DE CAMPO XXII

DVT – discurso viabilizador do tralala

(homem de 30 após o DVT)
Homem – O importante é divulgar a palavra da bíblia.
Tralala – Então meus pêsames, estamos em extinção.

(mulher de 40 não gosta de minha abordagem)
Mulher – Isso que tu faz é uma invasão da privacidade.
Tralala – Isso não é nada perto de como tratam as pessoas.

(professor da UFSC reconhecendo o zine)
Homem – Você é seu zine e seu zine é você. Como são integrados, cheios de informação.

(mulher de 50 justificando o consumismo após o DVT)
Mulher – Acho que está bom e vai ficar melhor, a competição aprimoram as pessoas.
Tralala – O que melhoram são as empresas. As pessoas são manipuladas pela competição.
Mulher – O meu dinheiro vai para coisas certas. Isso é um xérox cheio de letrinhas, sujo...
Tralala – A competição padroniza, e entender que esse padrão aniquila a nossa criativa não é tarefa fácil.

(homem de 20 e poucos da um recado ao tralala)
Homem – Um dia eu vou botar uma bala na tua cabeça.
Tralala – É a bala ou é você que quer falar comigo?
Homem – (não para e segue em frente me olhando)

(casal de meia idade sorridente durante o DVT)
Tralala – Vocês já foram abordados por mim?
Casal – A gente passa aqui e te vê sempre.
Tralala – São mordidas nas orelhas que são necessárias.
Casal – Mas hoje foi o nosso dia, estávamos curiosos para saber o que tu fala.
Tralala – O que me formou foi minha existência e minha ética.
Casal – Essa contribuição é pequena perto do teu trabalho.

(mulher de 30 impactada com o DVT)
Mulher – Mas o que tu ganha com isso que tu diz?
Tralala – Uma prática que não paro de aperfeiçoar, e se tiver sorte ganho uma colaboração para minha existência.
Mulher – Mas eu só colaboro para instituições.
Tralala – Pois é justamente as instituições que devem ser combatidas. (mulher fica brava e não colabora)

(mulher de 20 e poucos não entende o que faço)
Tralala – Estou aqui mais para combater essa peste emocional que é ser enganado com os outros.
Mulher – (atônita responde) Saiba que eu não sou doente. Vou colaborar por que teu trabalho é diferente.

16 de abril de 2013

Pedagogia do Fanzine


O ZINE TRALALA é uma trabalho colagens e informação, que a sete anos vem causando situações com sua intervenção urbana ou o DVT(discurso viabilizador do tralala), a onde colhe reações das abordagens em sua pesquisa de campo. Mais recentemente através da UFSC, em bolsa de pesquisa pelo NEAmb, vem desenvolvendo uma pedagogia do fanzine, que envolve todas as interfaces desse zine.

24 de março de 2013

Relatório de Pesquisa da UFSC - GÊNEROS TEXTUAIS EM MOVIMENTOS SOCIAIS


Avaliação sobre os objetivos e cronograma do projeto: O objetivo geral do projeto previa o desenvolvimento de práticas de letramento a partir de diversos gêneros textuais (fanzine, narrativas orais, dramatizações) como forma de mobilizar comunidades e motivar o desenvolvimento da criatividade nos participantes, com foco na preservação do meio ambiente. Esse objetivo foi totalmente atendido, pois houve produção textual oral e escrita (práticas de letramento) vinculadas a questões ambientais problemáticas ou problematizadoras do contexto sócio-ambiental de cada grupo atendido. O cronograma do projeto foi cumprido integralmente. Avaliação das parcerias propostas no projeto: A parceria principal do presente projeto é o NEAmb. Este parceiro proporcionou contatos com prefeituras municipais de forma que as oficinas de Fanzine, abordando principalmente a escrita voltada a questões ambientais, pudessem ser realizadas de forma efetiva. Atividades desenvolvidas: Foram realizadas 20 oficinas de fanzine ao longo do ano, atendendo a 365 pessoas (um pouco além do público previsto de 300, inicialmente no projeto), entre crianças, jovens, adolescentes, adultos, professores, funcionários públicos, operários e trabalhadores braçais. Somente em Itapema (SC) em parceria com o NEAmb (Núcleo de Educação Ambiental) foram 4 (quatro). As demais ocorreram na UFSC e no centro da cidade de Florianópolis (abordagem de rua e fanzine). Na UFSC, a ocorrência maior de oficinas de fanzine e gêneros textuais se deu no espaço da textoteca das Artes Cênicas, que acabou se convertendo em um ponto de organização e coleta de informações para um futuro evento que pretendemos realizar no segundo semestre de 2013 a respeito de gêneros textuais e fanzines. Também outros gêneros textuais populares e de intervenção do/no nosso cotidiano nas cidades estão sendo estudados para compor esse futuro evento (provavelmente um congresso) de produções independentes a respeito de incursões e intervenções urbanas, assim como práticas a respeito dessas intervenções que envolvem manifestações artísticas e culturais como o grafitti, a guerrilha poética, o stencil, rep, hip hop, puxadas pelo fanzine, de forma a envolver problemas e questões locais em geral. Ação resultante do projeto: A equipe (coordenadora do projeto e bolsistas) recebeu propostas de ação (oficinas de fanzine) de escolas públicas tanto do Norte quanto do Sul da Ilha de Florianópolis, bem como propostas de continuidade de ação (oficinas de fanzine, dramatização e narrativas orais) no Campus Universitário Trindade e em Itapema (SC).Tais solicitações demandaram estudos teóricos mais aprofundados a respeito dos temas envolvidos que um novo projeto está sendo proposto, justamente para discutir uma PEDAGOGIA DO FANZINE. O novo projeto tem por título GÊNEROS TEXTUAIS NA CONSTRUÇÃO DE UMA PEDAGOGIA DO FANZINE EM UMA DINÂMICA TRANSFORMADORA DO IMAGINÁRIO URBANO. Dificuldades encontradas: A maior dificuldade encontrada na realização das ações do presente projeto se voltam à divulgação das oficinas. A equipe não encontrou ainda formas de comunicação mais 'oficial' dentro da UFSC. O trabalho de divulgação ainda é feito de forma artesanal, com cartazes e propaganda boca-a-boca. Uma solução encontrada agora no final do projeto foi o uso da mídia social Facebook. Esperamos que essa ferramenta venha ajudar na divulgação de nossas ações de extensão dentro e fora da UFSC. Descrever a disseminação: a)Apresentação de Minicurso durante a XI SEPEX - ABORDAGEM DE RUA E FANZINE: GÊNEROS TEXTUAIS A SERVIÇO DE COMUNIDADES AMBIENTALMENTE CARENTES. b) Oficina de colagem e história do gênero textual fanzine - III MAÇA - Mostra de Artes Cênicas da UFSC em outubro/2012 c)Fanzines elaborados em todas as oficinas com temáticas-problemas das comunidades atendidas. d) Criação do KFÉZINE - espaço efetivador de 'zines na textoteca das Artes Cênicas da UFSC e) Coletivo "Na Casa" - II FANZINE FEST FLORIPA - nov/2012

7 de dezembro de 2012

Anonimo disse: Acredito que o nosso olhar pode transcender o óbvio que esta imagem da musa/arma nos passa e sermos geradores de questionamentos, por ex: poderia ser o dinheiro no lugar da arma, poderia ser o naruto, enfim... dá margem para analizar outra coisa, o que podemos auxiliar é na mudança do padrão de pensamento raso para o de perspectiva ampla e que principalmente se coloca no lugar do sujeito. Os meios estão ai. um abraço

8 de novembro de 2012

Em busca de uma "Pedagogia do Fanzine".

O zine Tralala veio das colagens, da poesia e do textos densos. Teve que autogerir-se e foi para as ruas descobrir as pessoas. Através do "DVT" veio o impacto, a brincadeira, a trapassa, a invasão vociferante que tantas pessoas riem e algumas quase agridem. O "Discurso Viabilizador do Tralala" foi e encontrou o inusitado. Foram tantas respostas que comecei a anotar. Surgiu a "Pesquisa de Campo". Agora estou na pesquisa acadêmica desenvolvendo uma "pedagogia do fanzine", e essas fotos ai em baixo são do KFÉZINE, uma oficina permanente de colagens, fanzine que todas as sextas, à partir das 16h00 acontece na frente na Textoteca das Artes Cênicas, na UFSC. É só colar e ressignificar.

23 de outubro de 2012

FanzineFestFloripa II - 24/11


Convocatória FanzineFestFloripa II Evento público · De Piteco Soueu, Tobias Costa e O Museu Zine Convidados sugeridos -Zines: Entregar o material impresso em mãos para: Piteco - 96023058 Tobias - 91230660 Ou enviar por correio para: Tobias Estrada Cristovao Machado de Campos, 4441 - Vargem Grande - Florianópolis- Santa Catarina Cep: 88052-600 Piteco R. Lauro Linhares, 897, AP 102A - Trindade - Fpolis - SC cep 88036001

11 de agosto de 2012

PESQUISA DE CAMPO XXI

O zine Tralala é uma ferramenta orgânica de ação, que através da intervenção urbana do DVT – discurso viabilizador do Tralala, vem provocando diversas reações e algumas são registradas na “Pesquisa de Campo”.


(homem de 30 repreende o Tralala)
Homem – Já está na hora de desligar esse botãozinho.
Tralala – Eu acho que está na hora de ligar o seu. O meu eu ligo e desligo todo o dia.

(homem de 30, irônico, provoca o Tralala)
Homem – Eu vou pegar uma arma lá em casa para acertar você. Eu quero que a humanidade se foda, e você não quer.
Tralala – Se humanidade quer dizer instituições, eu estou com você.  A luta é pelo indivíduo e não pela civilização.
Homem (com a mão simula uma arma e aponta pra mim).

(homem de 40 expõe sua posição ao Tralala)
Homem – Eu sou religioso. Tu é de esquerda?
Tralala – Nem de direita e nem de esquerda.
Homem – Mas eu sou conservador.
Tralala – Levo o meu zine que ele é crítico.
Homem – Mas eu não sou crítico.
Tralala – E quem sabe experimenta um trabalho diferente.
Homem – Se não for de esquerda eu até posso levar.

(mulher de 50, após o DVT}
Mulher – Isso não vai acontecer porque jesus cristo está voltando.
Tralala – No meu caso a doença é acreditar e o remédio é criar.

(mulher de 30 durante o DVT)
Mulher – É divertida a tua abordagem.
Tralala – Ela combina com o teu sorriso.
Mulher – A minha admiração vem no nível de seu trabalho. Obrigado por ele.
Tralala – E essa troca se faz ao nível da tua declaração. A simpatia é eterna. (alcançando um Tralala pra ele).

(homem de 40 agradece sonoramente o zine)
Tralala – Mas que baita voz tu tem.
Homem – A voz não é nada sem um traquejo como o seu.
  
(mulher de 40 surpreendida com Tralala)
Mulher – Tomei um susto na tua abordagem. Aqui não acontece nada a respeito de contracultura.
Tralala – É raro, mas acontece. Há mais de seis anos o zine Tralala está nas ruas.
Mulher – Como é que eu não sabia. (me alcança uma nota e leva o Tralala 27)

(grupo de jovens de 20, um se manifesta agressivo ao Tralala)
Homem – Tu achas que eu vou pegar essa merda?
Tralala – Mas tu achas que eu quero que tu pegue agora?
Homem (esboça uma agressão que é contida pelos amigos)

(homem de 40 após um DVT)
Homem – Eu estou longe desses problemas. E tu sabes por quê? Porque eu não penso neles.
Tralala – Tu estás literalmente pensando como a maioria. Todo mundo pensa assim. Isso não te incomoda?
Homem (riso de canto de boca some no calçadão sem responder)

(homem de 30 se reconhecendo no zine)
Homem – O teu blog é super rizomático. Muita coisa boa eu encontrei lá.
Tralala – Você encontrou porque sabe procurar

(mulher de 30 após o DVT)
Mulher – O teu zine é o melhor que eu já vi.

(homem de 50 critica o Tralala)
Homem – Aquela pesquisa de campo é muito egocêntrica.
Tralala – Ta anotado e será publicado.
Homem – Mas também quero os sessenta centavos. Tralala(esboço pegar as moedas)
Homem – To brincando.

(mulher de 30 da o retorno ao Tralala)
Mulher – Entrei no teu blog e ele é bem coerente com o que tu falas.

(homem de 30 que observava as abordagens vem falar com o Tralala)
Homem – Tem que ter muito conhecimento para abordar e falar isso tudo pras pessoas.
Tralala – O conhecimento é um processo permanente de troca.

(homem de 30 durante o DVT morde a boca com raiva, ameaça uma agressão mas desiste)
Homem – Não me incomoda seu troxa.

26 de janeiro de 2012

Pesquisa de Campo XX

Pelo o que eu falo, há sempre um retorno que vem através do um silêncio veloz e nervoso, expressões hilárias, divertidas, muita força pilhando o trabalho, e é claro, alguns ofendidos por pouca visão, sem falar dos malucos que não consigo traduzir. PESQUISA DE CAMPO é o que eu consigo lembrar depois da constante guerra que é nossa “civilidade”.
DVT – Discurso Viabilizador do Tralala

(Homem de 30 após o DVT)
Homem – É preciso ter cuidado com o que tu fala. Todos nós precisamos consumir.
Tralala – Mas não com essa voracidade superficial da nossa civilização. É muita sujeira para manter isso.
Homem – Aos poucos vamos ajustando esse processo.
Tralala – O poder só ajusta a economia.

(Mulher de 40 após o DVT)
Mulher – Não posso ser radical, eu trabalho com farmácia. Se eu pensar assim vou à falência.
Tralala – Radical para mim é quem pensa só nessa forma de vida que levamos.
Mulher – Mas como é que vou ter segurança quando envelhecer se eu não trabalhar duro. E sem remédio as pessoas morrem.
Tralala – Quanto a isso, tem outras maneiras de tratar as pessoas e viver mais intensamente o presente.
Mulher (sem parar de correr) – Tenho mais o que fazer do que jogar conversa fora.

(Homem de 30 após o DVT)
Homem – Tu é um otário.
Tralala – Pela tua expressão você deve se achar uma grande pessoa?
Homem – Pago todas as minhas contas e não devo nada a ninguém.
Tralala –Teu lugar no céu deve estar garantido por isso.

(Mulher de 50 depois do DVT)
Mulher – O que tu está fazendo é um exemplo para todos. Já entrei em depressão a respeito do assunto que falas. Me dá um abraço, você está tentando salvar o nosso mundo.

(Homem de 40 após o DVT)
Homem – Nunca parei na rua pra ninguém. Nem aceito papel quando me dão. Mas a tua abordagem é sensacional. Vale a pena te ouvir.

(André/21, depois do DVT)
André – O zine Tralala é bom porque mostra que não é preciso agir e pensar igual para ser inteiro.

(Homem de 30 ouve impressionado um DVT e responde com um clichê)
Homem – A gente faz o que pode.
Tralala – E quem diz o que pode ou não pode merece nossa atenção?
Homem – (assustado nem responde)

(Homem de 30 após o DVT)
Homem – Tu usa droga?
Tralala – Ilícita ou lícita? Precisa ser drogado para falar isso?
Homem – É por causa da velocidade da tua fala.
Tralala – Só falando assim para impactar as pessoas que passam apressadas por aqui.
Homem – Só falei isso porque é rápido mesmo.
Tralala – Se não largar a adrenalina nunca conseguiria passar um trabalho como este.
Homem – (tira uma nota e colabora com o zine).


(Homem de 40 colabora incentivando o Tralala)
Tralala – Obrigado.
Homem – Obrigado você por ter essa idéia tão criativa. São trabalhos como este que devemos incentivar.

(Mulher de 30 reconhecendo o Tralala)
Mulher – Sabe que eu estava pensando em você hoje. Eu torço por ti.
Tralala – E eu agora por ti. O Tralala é uma fonte de prazer no movimento que domino. Devo a ele vários contatos e relações nesses 6 anos de intervenção.

(Homem de 50 durante um DVT)
Homem – Logo vai chegar uma onda repressiva e tu vai ser preso.
Tralala – A repressão está na cultura e no consumo. Sou peixe pequeno. Eles nem sabem que eu existo.
Homem – Que nada, pessoas como você é que fazem a diferença. Até eu vou ser preso. (colabora e leva o T26)

(Homem de 40 provoca o Tralala)
Homem – Tu não se sente um imbecil fazendo isso?
Tralala – Um pouco sim, mas eu mesclo com a euforia e logo some esse sentimento negativo.
Homem – Mas o que tu ganha com isso?
Tralala – Além da autogestão eu ganho prática nas abordagens que faço.

(Casal durante um DVT)
Tralala – (DVTniando sob o olhar cerrado do homem)
Mulher – (mexe na bolsa e tenta me dar um trocado)
Homem (segura a mão da mulher aos gritos) – Tu não vai dar nada para ele. Eu não quero. (os dois começam a brigar no calçadão sem parar de caminhar rápido)
Tralala –(paro e acompanho a cena de longe)

(Homem de 40 reconhecendo o Tralala)
Homem – Te conheço há alguns anos. Muito obrigado pela tua resistência.

26 de novembro de 2011

Teoria da Gambiarra


Se aos símbolos e convenções obedecemos, e então é a partir deles ressignificados que estudaremos um modo para abrirmos uma janela de escape do domínio deles, desatando o primeiro nó em nós que foi dado: o umbigo. Arremate que o social transforma em casca toxica da aparência, burra mesmo pois se consome na busca daquela beleza.
Desconfio muito mais naqueles quem prega o bem supremo, do que da marginália e do povão. Eles na sua originalidade não foram feitos para lamber botas, estão mais para resolver seus problemas, dando um desenvolvimento criativo aonde não tem recurso, e o fazer a gambiarra é a saida urbana popular.
Esses dias mostrei o Tralala para um artista que mangueia zine e poesia. Ele me pediu se poderia fazer mais xerox daquele trabalho, e eu disse: - Claro. Liberei e dei mais um para não perder o original. O original mesmo é o feito de colagens.
Me encontrei com ele depois e ele estava com um monte de Tralalas. Falei para me dizer quantos vendeu para eu registrar mesmo sem ganhos, já que esse numero já está no 1400. Não houve retorno, ainda, mas percebi que o Tralala teve saída ou melhor, houve um escoamento de uma contra informação, de estética comportamental, e todo mundo ganha com isso.

1 de setembro de 2011

Registro interventivo tralalariano...

Nesses 65 meses de intervenção urbana que vai de abril de 2006 à agosto de 2011, foram vendidos 19.382 Tralalas em 702 dias, em uma média de 2h30 por dia, e foram arrecadados CR$ 24.061,00.
Desde que comecei a abordar as pessoas e passar o zine Tralala, percebi que é possível realizar através da criatividade uma autogestão. Não é fácil mas é gratificante levantar recursos com um trabalho que é seu e único.
O que não é fácil vira prazer ao contato despretensioso e sério nas rua...
Vamos embora que o Tralala 27 vem ai...

13 de maio de 2011

Pesquisa de Campo XIX

A "Pesquisa de Campo" são anotações das reações das pessoas as minhas abordagens nas ruas que eu chamo de DVT. Essa pesquisa é uma estratégia poética, quixotesca e visionária para passar o zine Tralala e abrir uma discussão a respeito da nossa insustentável civilização.

DVT - DISCURSO VIABILIZADOR DO TRALALA

(Homem de 50 após ouvir rindo um DVT)
Homem
– Eu amo carne. Por mim que o mundo exploda com todo mundo dentro. Não vou deixar de comer meu churrasquinho de final de semana.
Tralala – Não dá pra deixar de fazer o que a gente gosta e tem prazer. Uma cervejinha e coisa e tal. Mas quem sabe um Tralala?
(não para, não leva e sair sorrindo)

(Menina de 20 e poucos reconhece no centro o zine Tralala)
Menina
– Me lembro de você. Até li aquela pesquisa de campo que fala do carinha que queria te bater.
Tralala – É, foi um encontro ríspido, mas tudo saiu bem.
Menina (sorridente) – Me dá um desses pra mim.
Tralala – O que tu me dá em troca?
Menina (puxa do bolso 2R$)
Tralala
– Obrigado pela colaboração e pelo seu lindo sorriso.(era lindo mesmo)

(Homem de 40 sério após um DVT)
Homem
– Te cuida !

(Homem de 30 manifesta não gostar da abordagem)
Homem
– Se tu não parar de falar eu vou te arrebentar.
Tralala (diminuindo a velocidade) – É aqui que mora o perigo da marreta crítica.

(Mulher de 40 responde ao DVT)
Mulher
– Eu já pago todos meus impostos e não preciso ficar pensando em todas essas coisas que tu falaste. Com é mesmo, há: “estamos em extinção”. Olha ao teu redor o monte de gente passando.(empinando o nariz) Francamente! Como é que pode ser se a cada dia tem mais gente na terra?
Tralala (olhando calmo nos olhos dela) – Mas sem água e o oxigênio, não importa o números de civilizados e nem sua gordura, pode ter 10 bilhões que todos precisamos de água e oxigênio para viver!
Mulher (pensativa balançando a cabeça esboça um reação) – Mas sabe que tu até pode ter razão, eu não tinha pensado nisto.

(Reação negativa de um homem de 50)
Homem
– Vai incomodar outro cidadão.

(Homem de 40 transmite sua impressão durante um DVT)
Homem
- Eu concordo com o que tu diz mas eu sinto que está acontecendo outra coisa no planeta.
Tralala - O que é ?
Homem - Eu não quero dizer porque é muito ruim.
Tralala (insistindo um pouco) - Fala que eu escuto.
Homem - Tá bom. Eu sinto que tem uns ovinis influenciado as pessoas para o mal.
Tralala - Mas nesse caso tem os do bem também(ele concorda). Talvez isso seja da cabeça das pessoas mesmo. Esse mal deve estar dentro de nós (ele concorda). Então isso não é influência dos alienígenas, e pode ser uma má interpretação da humanidade que gera essa competição maluca que conseqüentemente gera o mal.
Homem (concordando colabora com o Tralala)

10 de abril de 2011

Alguns contágios libertários

Niilismo,Friedrich Nietzsche,Franz Kafka,dadaísmo,Antonin Artaud,Blues,Williman Reich,Hermeto Pascoal,Kurt Schwitters,Jimi Hendrix,Pier Paolo Pasolini,Jackson Pollock,Augusto dos Anjos,John Zerzan,Tom Zé,Aldous Huxley,John Cage,Helio Oiticica,Joseph Beuys,Marcel Duchamp,Max Ernst,Hakin Bey,Jasper Johns,ludismo,
Mercier Cunningham,Jazz,Rock’n'roll,Chorinho,Samba,Antropofagia,Poesia Concreta,Unabomber,Situacionismo,Anarco-primitivismo,Existencialismo,Gestalt, Contracultura,Minimalismo,Beatniks,provos,punk,psicodelia,tropicalismo,performance,
happening,bicicletada,veganismo,Bauhaus,Foucault,Mallarmé,Baudelaire,
Lautréamont,Rimbaud,Herman Nitsche,Maiakovski,E.AllanPoe,OscarWild,Allen Ginsberg,Anthony Burgess,Carlos Castañeda,Timothy Leary, Jack Kerouac,Garcia Lorca,Walt Whitman,Fernando Pessoa,Georg Heym,Manuel Bandeira,Oswald de Andrade, Mário Quintana,Vinícius de Moraes,Graciliano Ramos,Clarice Lispector,João Cabral de Melo Neto,Nelson Rodrigues,José Saramago,Guimarães Rosa, Manoel de Barros,Paulo Leminski,Lima Barreto,Roberto Freire,Paulo Freire,Marilena Chauí,Ariano Suassuna,Liechtenstein,Malievich,Kandinsky,Van Gogh, Frida Kahlo, Toulouse-Lautrec,Paul Klee,René Magritte,Man Ray,Joan Miro,Rauschenberg, Chagall, Siron Franco,Arnold Schönberg,Igor Stravinsky,Maurice Ravel,Claude Debussy, Heitor Villa-Lobos,Manuel de Falla,Karlheinz Stockhausen,Andy Warhol,Pina Bausch,Martha Graham,Rudolf Laban,Vaslav Nijinsky,Piazzola,Louis Armstrong,Charlie Parker,Miles Davis,John Coltrem,Ornette Coleman,Nana Vasconcelos,Toninho Horta,Egberto Gismonti, Charles Mingus,Chet Beker,Bobby McFerrin,Al Di Meola, Banden Powell,Bob Dylan,Rolling Stones,Frank Zappa,Jonh Zorn,Van Der Graff,King Krinson,Soft Machine,Brian Eno,Tangerine Dream,John Lee Hoker, Bessie Smith,Billie Holiday,Nina Simoni,Ella Fitgerald,Violeta Parra,Vitor Jarra, Atahualpa Yupanqui,Mercedes Sosa,Dizzy Glaspy,Kraftwerk,Joy Division,Bob Marley,Chico Buarque,Ednardo,Geraldo Vandré,Walter Franco,Elis Regina,Lupicinio Rodrigues,Cartola, Raul Seixas,Cazuza,Renato Russo,Cássia Eller,Itamar Asunção,Mutantes,Giantle Giant,Chico Sciense,Alfred Jarry, Grotowisky,Meierhold,Piscator,Brecht,Augusto Boal,Commedia del‘arte,Living Theatre,Beckett,Heiner Müller,Pirandello,Jean Cocteau,Tadeusz Kantor,Dario Fo,Jean Genet,Eugène Ionesco,Harold Pinter,Tennessee Williams,José Celso,Lutzemberg,Carlos Saura,Chaplin,Irmãos Marx,Andrei Tarkovsky,Stanley Kubrick,Felini,David Lynch,Win Wender,Almodóvar,Glauber Rocha,Garrincha,Pasquim,capoeira,ilha das flores,Antonio Conselheiro,Lampião,Carlos Lamarca,Marighela,Ned Ludd,Max Stirner,Kropotkin, Proudhon,Bakunin,Tolstoi,Thoreau,Malatesta,Emma Goldman,Buenaventura Durruti, Apollinaire,Serguei Einseintein,Virginia Woolf,Modrian,Marinetti,De Stijl,Hemingway,Gertrude Stein,Nijinski,Albert Camus,Jean-Paul Sartre,Simone de Beauvoir,Schopenhauer,Sex Pistols,T.Rex,David Bowie,Ramones,Amon Düül,Jaco Pastorius, Flora Purim,Iggy Pop,Romeu Castellucci,Guy Debord,Raoul Vaneigem,Jorge Luis Borges, Julio Cortázar...

17 de março de 2011

Pesquisa de Campo XVIII



DVT quer dizer Discurso Viabilizador do Tralala

(Mulher de 40 após um DVT)
Mulher – Prefiro não me aprofundar, esse assunto é muito complexo.
Tralala – Tu está propondo uma alienação?
Mulher – Prefiro não me envolver.

(Homem de 40 responde ao DVT)
Homem
– Eu só uso dinheiro de plástico, é mais pratico.
Tralala – Do plástico para o chip debaixo da pele.
Homem – Ai vai ficar bem melhor.
Tralala – Para as empresas também. Meus pêsames.

(Jovem de 20 ri muito durante o DVT)
Jovem
– Eu estou rindo porque meu irmão já tinha falado de você.
Tralala – Falou bem ou mal do Tralala?
Jovem – Falou bem e também que o teu trabalho deu um bom embasamento para ele na redação do vestibular.
Tralala – Fico feliz por isso.

(Homem de 40 depois do DVT)
Homem
– Sabe que eu tenho uns quatro Tralalas expostos em um mural em casa e até sublinhei alguns trechos deles.

(Mulher de 40 durante um DVT)
Mulher
– Eu não gosto desse tipo de assunto, desse jeito que tu aborda as pessoas.
Tralala – Eu não procuro a unanimidade, mas mesmo assim obrigado pela tua expressão.

(Homem de 50 ouve atentamente o DVT)
Homem
– Eu nunca dou atenção para quem quer me parar nas ruas, mas você me impressionou pela tua abordagem. Parabéns pelo teu trabalho.

(Homem de 30 refutando o DVT)
Homem
– Tu nunca vai conseguir nada com esse tipo de abordagem e assunto nas ruas.
Tralala – Tu é que pensa, já estou com o bolso cheio de moedas e papel por causa dele.
Homem – (bravo e espantado sai. Alguns minutos depois flagro observando as minhas abordagens)

(Mulher de 40 ouve atentamente o DVT)
Mulher
– Só pela tua abordagem percebo que o assunto é sério.

(Homem de 30 reconhecendo o Tralala)
Homem
– Me dá um abraço. Teu trabalho é excelente.
Tralala (abraço ele e falo algumas coisas enquanto procura um trocado) – Então me dá um outro abraço também.

(Homem de 40 após ouvir o DVT)
Homem
– O modo que tu apresenta o teu trabalho é muito criativo. Se algum economista te achar você pode arrecadar mais recursos. O teu projeto é o que mais falta no mundo dos negócios.
Tralala – Já me falaram isso antes.
Homem – Tu pode vender o teu projeto para as empresas que apostam na criatividade.
Tralala – As possibilidades estão ai é só se organizar. Eu vivo a minha existência e o Tralala é fruto disso.
Homem – (retira do bolso uma nota de $20, tento dar outro Tralala mas ele não aceita) - Um trabalho só já está bom.

(casal de 30, mesmo puxado pela mulher pude tirar essa pérola do seu companheiro)
Homem –
A assembléia legislativa é logo ali. Porque tu não vai falar com os políticos a esse respeito?
Tralala – A grande maioria dos políticos fazem parte desse jogo de interesses que não resolvem nada.

(Homem de 60, excêntrico e historiador nascido na ilha chama a atenção do meu sotaque)
Homem
– Mas vocês abrem muito o “e”. Um dia uma gaúcha falou-me lá na lagoa que não agüentava mais o seu sotaque.
Tralala – Mas vocês também falam diferente, comem letras e nem por isso a comunicação atrapalha. O mais importante é não se fechar em bairrismos e crenças. Eu consigo me comunicar bem com qualquer pessoa, e não tenho preconceito.
Homem – Mas vocês deviam se controlar mais para não falar assim, afinal vocês vieram para cá porque aqui é lindo.
Tralala – Concordo com a beleza mas discordo da opinião de uma cultura sobrepor a outra. Você sabe que o gaúcho tradicional tem isso muito mais difundido e eu sou contra o etnocentrismo. É um erro reproduzi-la pelo mundo a fora, mas entendo a aversão a ela.
Homem – (Não leva o Tralala mas sai sorrindo)

(Mulher de 40 após um DVT)
Mulher
– Eu acabei de sair de uma seção de psicanálise porque estou muito deprimida.
Tralala – A depressão cresce a passos largos no ocidente e é efeito colateral de uma civilização que se alimenta mal e adora os objetos.
Mulher – (com os olhos longe puxa algum trocado para colaborar)
Tralala – Esse Tralala tem um texto que faz conexão com a origem da depressão que vem do controle patriarcal para não nos satisfazermos completamente.
Mulher – (com os olhos de sede esboça um tímido sorriso, dá alguns trocados e vai embora)

(Homem de 30 que já conhece o Tralala)
Homem
– Aquela “pesquisa de campo” é muito boa. Deveria ter em todos os Tralalas.
Tralala – Gostei da tua dica. Vou elaborar uma pesquisa de campo enorme no próximo numero.

(Homem de 50 após o DVT)
Homem
– Essa poluição que estamos fazendo depois a gente limpa tudo.
Tralala – Esse argumento é de quem está no poder. Você participa dele?
Homem – Todos temos que escolher. Uns escolhem o poder e outros escolhem encher o saco de quem passa por aqui.
Tralala – Bom, desculpa e obrigado pela sua manifestação.

(Homem de 20 e poucos responde apressado a abordagem DVTniana)
Homem
– Isso que tu faz é falcatrua.
Tralala – Deve ser porque estou inventando e trabalhando para mim mesmo.

(Homem de 40, agressivo rebate e quase agride o Tralala quando falo de contracultura)
Homem
– O que é contracultura? Tu não sabe o que é isso.
Tralala – Mas porque você está reagindo assim?
Homem – E ainda é gaúcho, povinho pedante.
Tralala (tentando sair fora) – Eu só estou fazendo o meu trabalho.
Homem – Você está trabalhando para uns paus no cú.
Tralala - Mas tu é violento.
Homem – Não sou violento, eu sou agressivo.
Tralala (envolvido no clima tenta se afastar)
Homem (se posta na minha frente)
– Vai querer encarar?
Tralala – Prefiro deixar assim.
Homem – Vocês gaúchos são prepotentes.
Tralala (me afasto falando) – Essa briga não é minha.
Homem (vocifera alto mais algumas palavras como gaúcho pretensioso)

(Homem de 30 reage quando digo que estamos em extinção)
Homem
– Jesus te ama e nada disso vai acontecer.
Tralala – Eu já acho que quando estamos delirando sem nem uma substância o estágio já está letal.
Homem – Deixa jesus entrar no seu coração.
Tralala – Ele já entrou no seu?
Homem – Claro, jesus é a salvação.
Tralala – No meu entra outras coisas bem mais diversas do que uma idéia fixa.
Homem – Deixa jesus te salvar (erguendo os dois braços para o céu)
Tralala – Ta bom não se pode ganhar todas.

(Mulher de 30 após minha abordagem)
Mulher
– Esta tua abordagem é sensacional. O jeito que tu invade o individual de quem passa por aqui é muito criativo. E o assunto é serio e mesmo assim é divertido de ouvir. Acompanho o teu trabalho como posso, visitando o teu blog.
Tralala – A simpatia das pessoas e comentários como este é a carga na pilha do Tralala.

25 de janeiro de 2011

A religião é a perda do caráter da pesquisa e de nossa liberdade, delegando para os outros a tentativa de sermos nós mesmos.
A religião não passa de uma manipulação.

23 de dezembro de 2010

Tralala e o ato de profanar

"Hoje é preciso ter orgulho da marginalidade, porque é escandaloso viver bem"
Paulina Nólibos


Profanar é crime a muito tempo nas regiões de domínio religioso patriarcal, que é quase a totalidade do ocidente, onde impera a cristolatria .

Eu sou um profanador, minha atitude de vender um zine e divulgar a contracultura me dá essa liberdade, é um poder de restituição do indivíduo, não aceitando a subjugação das instituições em detrimento da liberdade individual. Vale muito mais um ato de loucura de um cidadão vociferando aos quatro ventos, do que toda a falsa participação coletiva.

Minha profanação é uma intervenção urbana, uma guerrilha poética, um relógio com náuseas, por isso o verbo vomitado, narrativa meio palhaço sem mascara, que desbloqueia através dos sorrisos, intervenção DVTniana que nada mais é do que uma ponte que grita nos dois lados de nossa percepção, dizendo que podemos sair da esfera do espetáculo e gerar recursos. “Meus pêsames, estamos em extinção”. Uma frase que profana toda a civilização ocidental, e chama a reflexão. Esse trabalho é feito em cima da experiência política e poética do zine Tralala, uma contínua profanação a essa estrutura patriarcal, das crenças e do estado mercantil empresarial que domina nossa humanidade a pelo menos 10.000 anos, que é o tempo de nossa queda.

O corpo em nossa civilização é mero coadjuvante do raciocínio. Platão fechou bem esse conceito. Este corpo que é profano por natureza, tem sua repressão datada de quando os algozes do poder suprimiram a sexualidade em favor da produção, fomentando a moral e nos enjaulando em uma couraça de angustia, de símbolos e depressão. Esse corpo que resgatamos quando não estamos na produção sistêmica, esses poucos momento que sobram não resgatam 1% de toda a atividade corporal através dos tempos, e que estão gravados nos instintos, e que são permanentemente sufocados pelas organizações estruturais econômicas. Jeito de pensar comum da cultura ocidental, adquirida pela privação, pelos ordeiros de plantão, sem falar da morte de um “deus”, que com essa mentira, depositaram o peso do seu corpo em nossas costas eternas.

Saindo da esfera do espetáculo e gerando recursos, coloco-me como um profanador, atitude que assumo no dia a dia, como uma pesquisa viva de criação. O DVT – discurso viabilizador do tralala – é isso e mais um pouco, é uma descoberta no território das ruas de que a consciência dilatada pela procura dos tempos, e também dos espaços, trazem uma certa independência com uma autentica peculiaridade. É como um resgate de um jogo que se perdeu na esfera da religião capitalista, que condicionou todos os nossos sentidos em obediência voluntária. Por isso quanto mais tempo tiver sua desilusão, mais experiência, resistência e criação terá suas atitudes.

O que a história oficial cria é uma esquizofrenia, um mostrar e reter, seduzir e negar, interromper. Isso movimenta a economia. Uma pessoa frustrada consome muito mais do que uma pessoa completa em si. De uma coisa estou certo, tememos muito mais do que acreditamos, e com o medo você não lhe pertence, e não lhe pertencendo trabalha pros outros. Isso é a grande invenção manipuladora civilizatória. A escassez que movimenta o sistema.

A invenção da religião talvez seja o fato mais condicionante até hoje. O alto grau de amplitude do seu poder vai transmigrando e hoje é na ciência que ela opera, reconvertendo a mentira divina em abstração organizada. Por isso toda a profanação é saudável em sua amplidão.

De uma coisa estou certo, o marginal contém um alto grau de criatividade, e a gambiarra é uma arma autentica das nossas necessidades.

21 de outubro de 2010

Tralala 25

Intervenção urbana – guerrilha poética – um relógio com náuseas, por isso o verbo vomitado, narrativa meio palhaço sem mascara que desbloqueia a poética do sorriso. Intervenção DVTniana que nada mais é do que uma ponte que grita nos dois lados de nossa percepção, dizendo que podemos sair da esfera do espetáculo e gerar recursos. “Meus pêsames, estamos em extinção”, o grande salto tralalariano.

DVT = discurso viabilizador do tralala

29 de setembro de 2010

Na Brasa de Pindorama

O performance Beto Chaves, do curso de Artes Cênicas,foi preso por atentado ao pudor dentro da UFSC em frente ao RU, quarta dia 22 de setembro, pelos seguranças dessa instituição.
Ele estava sendo acompanhado por duas câmeras. Uma que focava praticamente a reação das pessoas ao redor, que acompanhavam e passavam na sua maioria na fila do RU. A outra câmera focada exclusivamente no performance.
A imagem do homem enrolado na bandeira do Brasil, com uma gaiola enfiada na cabeça, e num determinado momento a bandeira cai e deixava exposto o paradigma da genitália, que é o corpo nu, despido de marcas e trapos que tapam, que a força da civilização, do trabalho e da família vestiram em nome do progresso dos outros e das instituições.
A obscenidade está nos olhos daqueles que se ofendem e fazem valer muito mais o seu trauma infantil do que a superação e a procura do prazer e da alteridade.
O controle sobre o nosso desejo e liberdades é o marco determinante na construção da civilização ocidental, aperfeiçoado pela cristandade e depois recondicionado pelo discurso da ciência. O civilizado somos nós, que moramos e pensamos em estruturas, que inventamos moralismos, que não tolera a liberdade porque está preso que nem passarinho, como a gaiola que o Beto vestia a sua cabeça. Estamos espremidos no jeans e quando tem um que tira literal toda essa estampa do comportamento, acaba constrangendo uma massa que não tem coragem de se libertar e agir. Os Fatos é que fomos acostumados pela doméstica economia civilizatória, que não tolera o que é humano, a não ser quando este vira um consumidor.
O indivíduo que é livre e busca no seu processo escutar o que o corpo diz, subverter todas as formas de poder, e quem é livre não admite o controle. O que o Beto fez foi sair do discurso e colocar na prática “o sair da gaiola”, ofendeu os olhos de muitos que não acreditam em si, e sim em algo externo a si, geralmente tradicional e de controle moral. É revoltante mas ao mesmo tempo estimulante saber que tudo isso aconteceu, as risadas, os deboche, de todo o nervosismo no ar, na abordagem dos seguranças. Tudo isso significa que o corpo nu apresentado, como foi na performance do Beto, uma ação simples, quebrou toda uma estrutura industrial, mecânica, autoritária, metafísica de pensar e agir.
O resgate da corporeidade será sempre necessário para contrapor o pudor cultivado pela família nuclear, no estado de sítio permanente das emoções.
O atentado ao pudor público do Beto feriu no intimo de todos que estão envolvidos nesse processo, tantos os de lá quantos os de cá.
Porque o corpo agride muito mais do que as palavras?
A resposta é que o corpo não deve e não pode falar. A idéia é que o big brother conhece muito mais o nosso corpo do que nós, e no caso de Santa Catarina, deus vigia a gente, que não é diferente dos olhos da ciência ou do satélite político da tecnologia, do pai, do filho, do espírito santo. E a mulher que pariu todos os machos, a onde ela fica na hierarquia? É claro, a cozinha da alcova.
“Na brasa de Pindorama” vem com um peso político policial, que bem aproveitado pode geral bons frutos na mudança dos comportamentos. Pelos elementos propagados dentro do contexto do conhecimento, foi uma manifestação que rompe os paradigmas civilizatórios, semelhantes - guardadas as devidas proporções de espaço e tempo - as manifestações dadaístas, como também no teatro de Antonioni Artaud, causadores de estranhamento e confusão social.
Estando sempre no processo, assim como foi 95% da nossa humanidade, acredito que o corpo nu exposto muito tempo fariam as pessoas se despirem, e ai eu perguntaria: Quem iria ao trabalho no dia seguinte ao grande bacanal da salvação eterna?

“Na Brasa de Pindorama” pode ser o início do movimento do "corpo nu" na UFSC, pelo menos essa performance que ainda não acabou já causou algumas discussões aqui e fora do pais. Até dá para imaginar alguém em outro lugar informando: - Lá em Florianópolis tem um curso de Artes Cênicas se manifestando através do resgate da nossa corporeidade.
Já era tempo.........
Luca Leicam

À baixo a versão de um acadêmico Tadeu do cinema da UFSC.

11 de junho de 2010

O fluxo jazzistico de uma escada ao Perfornalha


Começei como uma escada, com o tempo virei uma antena, agora sou um canal de fluxo contínuo, traduzo isso como uma magia, de uma alegria da existência, mas poucas vezes eu tenho esse fluxo acordado. Por isso procuro viver intensamente todos os dia, e nada mais arriscado do que seja sempre o equilibrar-se nas cordas bambas de um fluxo jazzistico da existência.
E quanto ao risco, tenho uma performance para ser feita dia 23 de junho, no início da noite, em frente o CCE na UFSC, e até agora eu não sei bem como vai ser. Tenho um desenho esculpido na mente, a elaboração de algumas ações,alguns textos para ler... Mas o que importa nisso tudo é que o Perfornalha é um dia de performance na UFSC.
Vai lá tentar digeris!

21 de abril de 2010

Influências Tralarianas


Em 1994, quando era programador musical da FM Medianeira de Santa Maria no Rio Grande do Sul, em que fazia uma salada musical com pesquisa e qualidade, recebi na porta da rádio o fanzine Uhuru do meu amigo Heitor Freire Pires. Logo pensei em produzir um fanzine aos moldes do Uhuru, que é em folha A4 com seis páginas, fato que se concretizou em 1996 (no inicio desse blog eu conto melhor essa história). Até hoje o tralala vem em uma evolução ferrenha, e a quatro anos esse zine botou a cara nas ruas para provocar seus transeuntes, estratégia dadaista que vem dando certo.
Aqui está a foto da primeira edição do Uhuru, que era um zine de poesias...

13 de abril de 2010

Alguns DVT para refrescar a memória

Aqui está uma parte do DISCURSO VIABILIZADOR DO TRALALA, o teatro DVTniano de rua desse fanzine xerocrático autogestor.


FANZINE DE CONTRACULTURA – A CRITICA DAS CIDADES QUE SÃO VOLTADAS AO MOTOR À COMBUSTÃO. ESTE FANZINE TEM ARGUMENTAÇÃO PESADA CONTRA A OFICIALIDADE. A MUITO TEMPO O MOTOR VEM INTERMEDIANDO AS RELAÇÕES HUMANAS, ALÉM DE SER ACULTURA/INDUSTRIA QUE MAIS DEGRADA O ECOSISTEMA. O AUTOMÓVEL VIROU MUITO MAIS UM MEIO DE IDENTIDADE E OPRESSÃO DO SER HUMANO DO QUE UM MEIO DE TRANSPORTE. O AUTOMÓVEL DEFINE A POSIÇÃO SOCIO-POLITICA DO INDIVIDUO NA SOCIEDADE. ELE NADA MAIS É DO QUE UMA “CAIXA DE OSTENTAÇÃO DE STATUS”, ESSE TERMO FOI TIRADO DOS PROVOS – GRUPO DE CONTRACULTURA DE AMSTERDAN DE 66.


O ANARQUISMO NÃO É BAGUNÇA, DESORGANIZAÇÃO COMO A MÍDIA E O
SENSO COMUM PASSA OU DIVULGA. ATRAVÉS DA ORIGEM DA PALAVRA GREGA COMEÇAMOS A DESVENDAR QUE O ANARQUISMO VEM A SER AUTO-CONHECIMENTO, AJUDA MUTUA, ORGANICIDADE NO COMPORTAMENTO.


A ANTROPOLOGIA DO RELÓGIO – MECANISMO QUE COMEÇA NO SECULO XI PARA BATER SINO EM CERTAS HORAS NA IGREJA, ATÉ VIR SE TRANSFORMAR EM UM PRODUTO QUE EXPLORA AS PESSOAS. LITERALMENTE SOMOS ESCRAVOS DESSE MECANISMO. COM VELOCIDADE, COMEMOS VÁRIOS RELÓGIOS POR DIA. EU PERGUNTO: COMO SE FAZ PARA DIGERIR ESSA MAQUINA, JÁ QUE TEMOS SETE METRO DE INTESTINO?


O DIREITO AUTORAL FOI UMA LEI QUE COMEÇOU NA INGLATTERRA DO SÉCULO XVII, COM O OBJETIVO DE PRIVATIZAR A CULTURA.


REICH E MARCUSE CONTRAPÕE O PRINCIPIO DA REALIDADE DE FREUD COM O PRINCÍPO DO PRAZER. PARA A GENTE SER FELIZ O PRAZER PRESCISA VENCER A REALIDADE.


O McDONALD’S NÃO É UMA CADEIA DE FEST-FOOD COMO APARENTA SER. É MAIS UM DEPOSITÁRIO DO LIBIDO REPRIMIDO EM UM AMBIENTE GLAMURIZADO. A MARCA GRIFE FUNCIONA COMO UM ANTI-DEPRESSÍVO PÓS-MODERNO. O McDONALD’S É POLÍTICA NORTE AMERICANA DE DESTRUIÇÃO DAS DIVERSSIDADES CULTURAIS. ABRINDO MERCADO A BALA.


AS TRÊS “VIRTUDES” QUE O SISTÊMA MAIS INCENTIVA SÃO: AUTO-SUGESTÃO, AUTO-REPRESSÃO E SIMULAÇÃO DE COMPETÊNCIA. PARA ACENDER ECONÔMICAMENTE, DEVEMOS NOS AUTO-ENGANAR E ENGANAR OS OUTROS.


NÃO HÁ RESPOSTAS, SÓ ESCOLHAS.


A IGREJA E O ESTADO TEM SUAS ORIGENS, E UM NÃO VIVE SEM O OUTRO. É POR CAUSA DESSAS INSTITUIÇÕES QUE O PLANETA ESTÁ AGONIZANDO.


FANZINE DE CONTRACULTURA É EMBASAMENTO TEÓRICO E CRÍTICO PARA INTERPRETAR NOSSA QUEDA CIVILIZATÓRIA. DENTRO DE ALGUNS ANOS A METADE DO PLANETA NÃO TERÁ ÁGUA TRATADA. UM BILHÃO E MEIO DE PESSOAS JÁ NÃO TEM ESSES RECURSSO NESSE MOMENTO. DAQUI ATRINTA ANOS, QUALQUER CENTRO URBANO DO OCIDENTE ESTARÁ INRRESPIRAVEL, POLUÍDO, TUDO POR CAUSA DA CULTURA DO MOTOR A COMBUSTÃO - AS CAIXAS DE METAIS OSTENTADORAS DE STATUS DO PRIVADO, DO AQUECIMENTO GLOBAL E DO MODELO ECONÔMICO DO HOMEM BRANCO FAZENDO BENS DE CONSUMO.


A GENTE ESTÁ RINDO PORQUE ESTAMOS TODOS PERDIDOS E NERVOSOS. ACELERAMOS O PASSO E CULTUAMOS A VELOCIDADE PARA FUGIR DE NÓS MESMOS.


COM 0S 4,5 MILHÕES DE ANOS DE EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA, ESTAMOS A CENTIMETROS DO ANIQUILAMENTO.


O SER HUMANO ILUDIDO NÃO ENTRA CONSCIÊNCIA. TEMOS QUE DESILUDIR AS PESSOAS PARA QUE A CONSCIÊNCIA E O SENSO CRÍTICO RETORNE PARA O NOSSO CÉREBRO, DE ONDE NUNCA DEVERIA TER SAIDO. ATUALMENTE A CONSCIÊNCIA E O SENSO CRÍTICO DEVEM ESTAR LÁ NO NOSSO CALCANHAR. É POR ISSO QUE VIVEMOS CHUTANDO AO NOSSO REDOR AS PESSOAS.


TERRORISMO POÉTICO E ARTE-SABOTAGEM SÃO UMA DAS ULTIMAS CHANCES PARA O CIVILIZADO SE MANIFESTAR.


CIVILIZAÇÃO É OPOSTO A LIBERDADE. É COMO TRANCAR O INDIVÍDUO EM CAIXINHAS. CIVILIZAÇÃO É DOMESTICAR.


A INCONSCIÊNCIA ALIMENTAR É FONTE DE LUCRO PARA AS INDÚSTRIAS DAS DOENÇAS E DOS ALIMENTOS. SEGUNDO O CONHECIMENTO ORIENTAL, TUDO QUE A GENTE INGERE, INFLUÊNCIA O NOSSO PENSAMENTO E COMPORTAMENTO. ALIMENTO RERFINADO, POBRE, QUE 95% DO OCIDENTAL SE ALIMENTA – O MERCADO USUFRUI DESSA NOSSA PREGUIÇA – , FICAMOS VULNERÁVEL AO SISTÊMA QUE É CONSUMISTA, JUSTAMENTE O QUE ESTÁ DESTRUINDO O PLANETA. MAS SE PORÉM, VOCÊ PROCURA UM ALIMENTO SADIU, SAUDÁVEL, INTEGRAL, VOCÊ VAI FICAR CENTRADO, NO SEU COMANDO, COM OPINIÃO PRÓPRIA, TUDO O QUE O SISTEMA NÃO QUER, POIS NÃO PODERÁ MANIPULA-LO.


MANIPULADOS SÃO OS CONSUMIDORES HIDROCARBURODEPENDENTES, MIMADOS PELOS TRAFICANTES DE PETRÓLEO – A INDUSTRIA DO SUFOCAMENTO PLANETÁRIO– SÃO ELES QUEM MANDAM E NOS ALIENAM!


PARA COMBATERMOS ESSA ESTRUTURA CULTURAL DA MORTE, PRESCISAMOS CONHECER O ANARQUISMO ANTI-CIVILIZAÇÃO, O BIOCENTRISMO, OS VEGANS, A ANARQUIA , O ANARQUISMO-VERDE, ANARCO-PRIMITIVISMO, O FUTURO PRIMITIVO DE JOHN ZERZAN.


FREEGANISMO – BOICOTE A SOCIEDADE DO TABALHO E CONSUMO. FREEGANISMO É UM BOICOTE A TODA A CRUELDADE.


FANZINE DE CONTRACULTURA. PARA INTERPRETAR A NOSSA DECADÊNCIA CIVILIZATÓRIA, QUE VEM A SER A FALTA DE AGUA E OXIGÊNIO, NOS CENTROS URBANOS. DENTRO DE DEZ ANOS A METADE DO PLANETA NÃO TERÁ AGUA TRATADA. UM TERÇO DA POPULAÇÃO DO PLANETA JÁ NÃO TEM ESSE RECURSSO. NÓS AINDA VAMOS CONTINUAR DANDO DESCARGA EM EXCREMENTOS , LAVAR CALÇADA, TUDO COM AGUA TRATADA, ATÉ CAIR A FICHA NO NOSSO UMBIGO. MAS SE AINDA NÃO CAIR, DENTRO DE TRINTA ANOS ELA CAI. ESSE TEMPO SERÁ SUFICIENTE PARA DEIXAR QUALQUER MÉDIO CENTRO URBANO DO OCIDENTE COM AR INTOLERÁVEL DE POLUIÇÃO, TUDO POR CAUSA DO MOTOR ACOMBUSTÃO, ESSA CAIXA DE OSTENTAÇÃO DE STATUS DO SISTEMA, O AUTOMÓVEL. O EFEITO ESTUFA QUE É O AQUECIMENTO GLOBAL E O MODELO ECONÔMICO DO HOMEM BRANCO, DE FAZER OBJETOS DE CONSUMO PARA DEIXAR AS VITRINES CHEIAS DE TECNOLOGIA BARATA. ISSO TUDO TEM UM CUSTO INRREPARÁVEL, QUE É A DESTRUIÇÃO. PROCESSO ECONÔMICO E CULTURAL AO MEU VER INRREVERSSÍVEL.


CONSUMISMO É UM ESTADO MENTAL DE DROGA, COM CONSEQUENCIAS MAIS PESADA DO QUE TODAS AS DORGAS LÍCITAS E INLÍCITAS JUNTAS, POIS ALÊM DE FAZER MAL PARA SÍ PRÓPRIO, ELE CAUSA DESTRUIÇÃO DA NOSSA ESPÉCIE. QUANTO MAIS ALIENADO, MAIS DOMINADO PELOS OBJETOS FICAMOS.


O FREEGANISMO É UMA ESTRATÉGIA DE AÇÃO QUE OS EUROPEUS E NORTE-AMERICANOS ESTÃO TOMANDO PARA SAIR DO MERCADO DE CONSUMO. JÁ QUE CHEGARAM A CONCLUSÃO QUE É O CONSUMISMO QUE ESTÁ AQUECENDO O PLANETA.


O HOMEM MACHO TEM UMA MANIA, QUE TEVE INÍCIO A DEZ MIL ANOS ATRAS, COM A CRIAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO PATERNALISTA. ESSE SISTEMA DEIXAR TODO MUNDO AO SEU REDOR ESCRAVO DELE. O CASO DA MULHER NÃO ME DEIXA MENTIR. ELA FOI TRANSFORMADA EM BURRO DE CARGA E OBJETO SEXUAL. ESSE PROCESSO PATERNALISTA ESTA EM FAZE FINAL,COM A DESTRUIÇÃO DOS RECURSSOS NATURAIS DE AGUA E OXIGÊNIO.


A INTENÇÃO DE UM DEUS ONIPRESENTE FAZ PARTE DA MESMA INVENÇÃO DO SATÉLITE, QUE É VIGIAR. OS DOIS INTEGRAM O PROCESSO DE DOMESTICAÇÃO HUMANA PELO HOMEM MACHO FALOCRATA EMPRESARIAL. SEU ATO GENUÍNO É VIGIAR E PUNIR.


O ADULTO TEM MUITO MAIS QUE APRENDER COM A CRIANÇA DO QUE ELE TERIA PARA ENSINAR. PRECISAMOS REAPRENDER A BRINCAR, A ABSTRAIR, JOGAR, E ISSO QUEM SABE É A CRIANÇA.


O NOME DE FLORIANÓPOLIS É UMA HOMENAGEM AO ALGÓZ DESSA CIDADE. SEM NUNCA TER BOTADO AS BOTAS NA ILHA, FLORIANO PEIXOTO, O PRIMEIRO MILITAR GOLPISTA DA REPÚBLICA, QUE MANDOU MATAR QUASE DUZENTAS PESSOAS FUZILADAS. ESSA HOMENAGEM NÃO PASSA DE UMA ESTRATÉGIA DE PODER FEITA PARA REPRIMIR O POVO QUE MORA AQUI. ISSO ACARRETA UMA LATENTE ESQUIZOFRENIA.